“Serviço bom é serviço público.” Foi assim que Sávio Souza Cruz definiu a diretriz da sua gestão à frente da Secretaria de Estado de Administração e Recursos Humanos, no governo Itamar Franco. Serviço público é o único que atende todo mundo, do primeiro ao último, sem perguntar quanto a pessoa pode pagar. E quem sustenta isso, todo dia, é o servidor de carreira.
Foi com essa ideia que ele investiu na capacitação do quadro, tratou o servidor como profissional e não como despesa, e atravessou a gestão inteira sem enfrentar uma única greve. Não por acaso: porque sentou à mesa antes de decidir. Depois voltaria ao mesmo tema na Secretaria de Planejamento e, mais tarde, na Semad e na Secretaria de Estado de Saúde, onde a reestruturação do Sisema e o enfrentamento da epidemia de febre amarela só foram possíveis com quadro técnico de pé.
Reforma administrativa que cortou cargo de indicação, não carreira de concursado
Antes disso, como presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Sávio conduziu uma ampla reforma administrativa que cortou cargos de recrutamento amplo, reduziu carros oficiais e estabeleceu limite de despesa nos gabinetes. Vale registrar a diferença, porque a palavra anda desgastada: aquela reforma enxugou apadrinhamento político, não carreira de concursado. Menos cargo de indicação é mais espaço para quem entrou por concurso.
Na mesma linha veio a EMC 85/2010, a Ficha Limpa Estadual, que proibiu a nomeação de pessoas inelegíveis para cargos públicos em Minas.
As leis de Sávio Souza Cruz que chegaram à carreira e ao contracheque do servidor
Em seis mandatos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, entre mais de 180 leis e emendas constitucionais assinadas, duas falam diretamente ao funcionalismo.
A EMC 97/2018, da qual foi coautor, colocou na Constituição mineira a garantia de que o vencimento do professor da educação básica não fique abaixo do piso nacional. E a Lei 20.825/2013 reservou vagas para adolescentes com deficiência nos contratos de aprendizagem da administração pública estadual.
Some a isso o trabalho de fiscalização. Foram seis mandatos acompanhando leis de diretrizes orçamentárias, execução do orçamento, pedidos de empréstimo e contratação de recursos, com formação de engenheiro e a mesma frase repetida: conta que não fecha, ele mostra onde não fecha. Orçamento é onde a valorização do servidor deixa de ser discurso e vira número, ou não vira.
A defesa dos servidores do DER-MG continua fora do mandato
Recentemente, a pedido dos próprios servidores do DER-MG, Sávio voltou a cobrar do Governo de Minas a revisão de uma resolução que atingia a categoria, com transparência e diálogo com quem faz o trabalho. É uma relação antiga com esses servidores, e ela continua fora do mandato, quando não há cargo nenhum a defender.
A Carta Compromisso do Pacto pelo Serviço Público
A candidatura passou agora a integrar o Pacto pelo Serviço Público, projeto que analisa e apresenta ao eleitor candidaturas comprometidas com a valorização do funcionalismo nas eleições de 2026. Cada candidatura passa por análise técnica da coordenação, e a Carta Compromisso é construída com sindicatos e associações de servidores, entre eles a AFFEMG, o Sindifisco Minas Gerais, o Sindifisco Nacional, o Sindireceita, o SINFISCO-BH, o Sind-REDE/BH e o Unafisco MG.
Servidor público valorizado é Estado forte. Defendo carreiras, concursos e negociação coletiva.
Essa é a frase de compromisso registrada por Sávio no Pacto. O documento assinado se organiza em seis eixos: direitos constitucionais fundamentais, direitos gerais da classe trabalhadora, direitos sociais, fortalecimento das instituições de Estado, defesa dos direitos dos servidores públicos e sistema tributário e orçamento público.
O que o compromisso com o servidor público significa em Brasília
As propostas da candidatura já traziam esse compromisso antes da assinatura.
Servidor tratado como quadro permanente do Estado: concurso no lugar do improviso, carreira previsível e nenhuma mudança de remuneração decidida sem negociação prévia com a categoria. Fiscalização orçamentária com rigor técnico e informação legível, para que a execução do gasto público não dependa de quem tem assessoria para decifrar planilha.
Na educação, cobrar o cumprimento do piso que já é lei, com plano de carreira e formação continuada, porque valorização que para no anúncio do reajuste não segura professor em sala. Na saúde, repasse federal estável ao SUS e saúde mental na rede pública com equipe contratada e verba prevista, não com voluntarismo. No licenciamento ambiental, análise feita por quadro técnico com prazo, que é o que separa fiscalização de carimbo.
Wagner Ferreira na Assembleia e Sávio Souza Cruz no Congresso
Boa parte do que decide a vida do servidor mineiro não se resolve só em Brasília. Carreira, promoção e reajuste do funcionalismo estadual passam pela Assembleia e pelo governo do estado. Por isso o compromisso assumido no Pacto tem duas frentes.

Wagner Ferreira, candidato a deputado estadual, também assinou a Carta Compromisso e teve a candidatura aprovada no Pacto. Ele é servidor concursado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais desde 2002 e dirigente sindical há mais de 15 anos no Sinjus-MG, onde foi coordenador-geral por dois mandatos, além de vereador em Belo Horizonte. Não é alguém que descobriu a pauta do servidor em ano de eleição: é alguém que vive dela.
Sou servidor público há mais de 20 anos, meu compromisso é dar voz e defender quem serve ao povo.
É essa a frase que ele registrou no Pacto. E não é a primeira vez que os dois estão do mesmo lado: Wagner e Sávio já atuaram juntos na ALMG contra a extinção do Funpemg, na mobilização contra as reformas do governo Zema e pela ampliação das vagas de promoção vertical para os servidores do TJMG.
O que eles assumem agora, juntos: barrar a reforma administrativa e uma nova reforma da previdência, garantir recomposição salarial real acima da inflação, lutar por mais concursos e nomeações, cobrar valorização de carreira e o fim das travas de promoção, e assegurar direito ao teletrabalho e à saúde do servidor sem retrocesso. Somam-se a isso o fortalecimento do SUS, da rede hospitalar filantrópica e do IPSEMG.
Dois pontos do plano de propostas de Wagner encaixam palavra por palavra na frase que Sávio assinou no Pacto: legislação para instituir mesas permanentes de negociação coletiva nos órgãos e autarquias do Estado, e concursos periódicos com convocação dos aprovados, no lugar da terceirização precarizada. No IPSEMG, ele defende a recomposição do orçamento, o fortalecimento da rede própria de atendimento e a descentralização dos serviços para o interior.
E há precedente de que, no caso dele, concurso e nomeação não são palavra solta: como vereador, Wagner viabilizou a prorrogação do concurso de 2019 da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte e negociou com a prefeitura a nomeação de 500 guardas que estavam na lista de excedentes.
Wagner Ferreira na Assembleia e Sávio Souza Cruz no Congresso: a mesma pauta, nas duas casas onde ela se decide.