Hospital São Judas Tadeu inicia exames de ressonância magnética em Oliveira com apoio de Sávio Souza Cruz

Aparelho de R$ 3 milhões foi destinado quando Sávio ocupava o cargo de secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais; equipamento amplia a oferta de serviços diagnósticos pelo SUS na região

O Hospital São Judas Tadeu (HSJT), em Oliveira, no Centro-Oeste de Minas Gerais, deu início aos exames de ressonância magnética nessa terça-feira (23), concretizando uma conquista articulada desde 2017 por Sávio Souza Cruz, então secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais. O recurso de R$ 3 milhões para a aquisição do aparelho de Ressonância Magnética foi destinado mediante pedido da prefeita Cristine Lasmar, do secretário municipal de Saúde Lucas Lasmar e do grupo político local, que identificaram na ressonância magnética uma prioridade para a saúde do município e da região. Um convênio firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e o HSJT viabilizou a instalação do aparelho, adquirido por meio de licitação pelo valor de R$ 3 milhões.

O aparelho, fabricado pela General Electric (GE) com tecnologia de 1,5 tesla, foi instalado em uma sala especialmente construída para recebê-lo. Para isso, o hospital investiu cerca de R$ 1 milhão em obras de adequação, incluindo blindagem de campo magnético, transformador de energia elétrica e toda a infraestrutura necessária para o funcionamento seguro do serviço — parte desse valor contou com uma doação de R$ 828 mil feita por família de Oliveira. A sala foi inaugurada em 21 de maio de 2020, batizada com o nome de “Ressonância Magnética Newton Moreira da Cruz” em homenagem a um morador da cidade. O início efetivo dos exames ocorreu após um período de aproximadamente 30 dias de calibração e testes do sistema.

Oliveira deixa de depender de outros municípios para o exame

Antes da chegada do equipamento, Oliveira — município com cerca de 40 mil habitantes e referência regional para diversas cidades do entorno — não dispunha de ressonância magnética no serviço público. Aproximadamente 40 pacientes por mês precisavam se deslocar até outros municípios para realizar o exame, onerando famílias e sobrecarregando sistemas de saúde vizinhos. O secretário municipal de Saúde, Lucas Lasmar, classificou a inauguração como um momento histórico para a saúde pública de Oliveira e do Centro-Oeste mineiro“Estamos falando de um hospital regional, que atende a 54 municípios em relação à neurocirurgia de alta complexidade, e este é o equipamento que fazia falta para esse tipo de serviço.” Com a implantação do serviço no HSJT, Oliveira consolidou-se como polo de referência diagnóstica na região.

Atendimento pelo SUS amplia acesso para a população

O Hospital São Judas Tadeu, já reconhecido como referência na área de saúde para o Centro-Oeste Mineiro, integrou o serviço de ressonância ao seu Centro de Imagens, estrutura que funciona 24 horas por dia e atende em média 600 pessoas por semana, entre moradores de Oliveira e pacientes de municípios da região. Com o novo equipamento, o centro passou a oferecer atendimento pelo SUS, com uma cota inicial de 150 exames por ano via sistema público, além de atendimento por convênios e particular. No primeiro dia de funcionamento pleno, quatro pacientes do SUS que aguardavam na fila já foram atendidos. O equipamento é dotado ainda de uma bomba de infusão de contraste, que possibilita exames em partes específicas do corpo com maior precisão diagnóstica — recurso especialmente relevante para as áreas de neurocirurgia de alta complexidade e ortopedia, que figuram entre as de maior demanda por ressonância no hospital.

Ressonância magnética já salva vidas em Oliveira

O impacto do novo equipamento ficou evidente logo nos primeiros meses de funcionamento. Em julho de 2020, um jovem de 26 anos, residente em Santo Antônio do Amparo, deu entrada no HSJT com fortes dores de cabeça e, dois dias depois, com déficit motor e alteração na fala. Após tomografia inicial que identificou um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o neurocirurgião Dr. Luiz Venâncio Duarte Fonseca solicitou a realização da ressonância magnética para aprofundar o diagnóstico. O exame revelou uma trombose venosa cerebral — fechamento de várias veias do cérebro — uma condição grave e rara para a idade do paciente.

O diagnóstico rápido e preciso permitiu o início imediato do tratamento, e o paciente, após oito dias internado, recuperou-se completamente e hoje leva vida normal. Segundo o Dr. Luiz Venâncio, “a ressonância magnética foi o divisor de águas para a boa evolução do caso”. Sem o equipamento disponível em Oliveira, o paciente dependeria de transferência para outra cidade, o que poderia ter retardado o diagnóstico, provocado sequelas permanentes ou até a morte. O administrador do hospital, Ramon Alves Gonçalves, destacou a importância da conquista e agradeceu o empenho do deputado estadual Sávio Souza Cruz na obtenção do equipamento.

Mais detalhes sobre a implantação do serviço podem ser conferidos na cobertura completa do Hospital São Judas Tadeu.