SES-MG integra ações e participação popular para controle do Aedes

Em 2017, o controle das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti continuou sendo um desafio. Para enfrentá-lo, a SES-MG dinamizou suas ações e convocou para somar esforços os municípios e a população. O mesmo apelo continua valendo para 2018. 

(Foto: Divulgação)

Na Secretaria –  A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) vem investindo na aquisição de equipamentos, insumos, medicamentos e novos veículos, monitoramento da circulação do vírus e de novos casos de doenças transmitidas pelo Aedes no Estado, além da capacitação de profissionais e do fortalecimento do apoio aos municípios no controle do vetor. Para 2018, a SES-MG está, desde outubro de 2017, reorganizando as atividades e intensificando as ações de contingência. Foi feito um investimento inicial de R$ 18 milhões e reativado o comitê gestor das políticas de enfrentamento e controle das doenças transmitidas pelo Aedes em Minas Gerais, com o apoio do governador Fernando Pimentel.

Ovitrampas auxiliam no controle da proliferação do Aedes (Foto: Divulgação)

Nas Regionais e nos municípios – Em outubro de 2017, a SES-MG treinou profissionais para a instalação e manuseio de armadilhas de ovos do mosquito Aedes aegypti, as Ovitrampas, que começaram a ser instaladas ainda naquele mês. Inicialmente, 135 municípios mineiros receberam os equipamentos. Também em outubro, a SES-MG lançou campanha de comunicação sobre controle, prevenção e enfrentamento do Aedes. Por meio de seu Núcleo de Mobilização Social e de atuações do grupo de teatro Saúde em Cena, realizou várias ações de sensibilização com a comunidade. Foram obtidas parcerias com organizações da sociedade civil, que distribuíram e veicularam voluntariamente materiais impressos e digitais das campanhas desenvolvidas pela SES-MG. Para Sávio, o enfrentamento do Aedes precisa ser uma construção coletiva, todos são chamados a colaborar.

Dengue, Zica e Chikungunya – Minas teve picos elevados de Dengue em 2015 e 2016, mas os índices diminuíram sensivelmente em 2017. Os 520.985 casos notificados em 2016 cederam lugar a 28.200 casos prováveis em 2017. Uma tendência de elevação nos meses finais do ano informa, no entanto, que o assunto não pode ser dado como encerrado e que é preciso reforçar as ações para 2018. Além disso, 2017 registrou elevação nos casos de Chikungunya, que passaram de 462 em 2016 para 16.876 até o último dia 18/12. O Aedes pode também vir a contribuir para a disseminação da Febre Amarela, se picar um paciente e a seguir uma outra pessoa. Por tudo isso, Sávio adverte que é preciso combater duramente o mosquito. Com o Aedes não se brinca, lembra ele.