Dia da Amazônia – 05 de Setembro

Hoje é Dia da Amazônia, uma das maiores reservas naturais do planeta que, no último mês, tem sido centro de uma das principais polêmicas nacionais. E, como político atuante no meio-ambiente há quase três décadas, não deixaria de me posicionar diante do tema.

No último dia 22 de agosto, o governo federal extinguiu, por decreto, a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca). Porém, no dia 31 do mesmo mês, devido à forte mobilização da sociedade brasileira, o Ministério das Minas e Energia (MME) suspendeu o decreto. Porém, o governo já anunciou um novo.

A Renca, criada em 1984, é uma reserva mineral, com 47 mil km², localizada entre os estados do Pará e do Amapá, dentro da qual há unidades de conservação e terras indígenas.

Essa reserva desperta o interesse da iniciativa privada, devido à sua riqueza de minerais, como ouro e cobre. Segundo dados da ONG WWF-Brasil, 551 pedidos de pesquisa ou exploração mineral na Renca foram feitos desde os anos 1980.

Desde a época da sua criação, empresas estrangeiras tentam garantir a extração mineral na região.

Contudo, o governo brasileiro resistiu e, hoje, somente a CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), ligada ao Ministério de Minas e Energia, tem autorização para desenvolver pesquisas para extração mineral na Renca.

Com o decreto, que extingue a Reserva, empresas privadas, finalmente, poderão explorar os minerais existentes na área.

Diante de tanta polêmica, o governo federal se compromete a garantir a preservação das unidades de conservação, da vegetação nativa e das terras indígenas.

Entretanto, sabemos que a interferência humana na Reserva pode comprometer a biodiversidade, além de colocar em risco as terras indígenas e causar outros danos.

Portanto, a mobilização popular ainda se faz necessária para continuarmos lutando pela preservação da nossa Amazônia. 🌳