Histórico
Instalou-se em Minas, com o atual governo no Palácio da Liberdade, uma espécie de unanimidade que julgo de todo perniciosa à democracia.
A unanimidade tende a dispensar a análise, a suprimir o contraditório e a contestação, a docilizar as avaliações. A unanimidade submete, empobrece, prescinde, estreita, enfraquece, atrofia. Não é sem razão que há muito se cunhou célebre frase a respeito, a que diz que "toda unanimidade é burra".
Na comunidade mineira em geral, a unanimidade vem propiciando o adensamento de um comportamento de acomodação e de passividade: poucas são as vozes que ousam se expressar contrárias a procedimentos ou medidas do Palácio da Liberdade.
Nesta Assembleia, a unanimidade vem provocando o esvaziamento do debate político e fazendo com que uma posição de subalternidade substitua a antiga altivez que caracteriza historicamente o Legislativo mineiro.
Nesse quadro, não me restou opção senão a da oposição. Não a oposição que diz não a tudo, simplesmente por se ver como oposição, mas a que analisa e pondera, visando ao interesse público. A essa opção me vi compelido por minhas crenças, princípios e valores, tendo a seguir entendido que denunciar a unanimidade é meu primeiro dever.
Para a denúncia, tenho me servido de pronunciamentos, artigos para a imprensa, o movimento denominado Vigília Democrática e os editoriais que substituo com regularidade na página principal deste site. Confira a seguir.