Um deputado em seu quarto mandato
Natural de Belo Horizonte, casado com Juliana Boaventura Figueiredo de Souza Cruz e pai de Marcelo, Sávio exerce na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais seu quarto mandato consecutivo como deputado. Assim que instalada a atual legislatura, foi eleito presidente da Comissão de Minas e Energia para o biênio 2011/2012. Sua presença no cargo reedita o papel que ele teve no biênio anterior, 2009/2010, quando coube a ele presidir a mesma Comissão, então recém-criada. Sávio é também membro efetivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e membro suplente da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte e da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Ação Social.
Posicionando-se com clareza e independência no cenário político, Sávio integra na atual legislatura o bloco Minas sem Censura, que reúne a voz da oposição responsável no Estado. Individualmente e por meio do bloco, Sávio tem reiterado sua análise de que o Estado, desde 2003, serve-se das verbas publicitárias e de expedientes antidemocráticos para criar uma Minas ideal distante da Minas real, para exercer controle disfarçado sobre a imprensa, para obter a unanimidade de aprovação e para fazer progredir um verdadeiro processo de adormecimento da consciência crítica mineira.
Experiência profissional na Engenharia e no Magistério
Formado em Engenharia Metalúrgica pela UFMG e especialista em Engenharia Ambiental pela mesma universidade, Sávio enriquece seu trabalho parlamentar com rigorosa visão técnica e ampla experiência como engenheiro e professor.
Sempre na área da Engenharia Ambiental, Sávio foi pesquisador da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais - CETEC e foi diretor da Metais de Minas Gerais - METAMIG. Fundou a AMBIO Geologia e Engenharia Ambiental Ltda., empresa de consultoria respeitada que atuou nas décadas de 80 e 90.
Paralelamente, Sávio exerceu com grande gosto o Magistério. Foi professor de Química e de Física no Colégio Santo Antônio, em Belo Horizonte, e de Engenharia Ambiental nos cursos de Engenharia da PUC Minas. Encontra-se atualmente licenciado em ambos os estabelecimentos.
Liderança na Câmara Municipal de Belo Horizonte
Eleito vereador em 1992, integrou a Comissão de Administração Pública e a Comissão de Meio Ambiente, Política Urbana e Rural e Habitação. Foi eleito presidente dessa última no biênio 1995/96, representou a Câmara Municipal como membro efetivo no Conselho Municipal de Meio Ambiente - COMAM no mesmo período, apresentou projetos de que se originaram leis tão relevantes quanto a que criou no município a necessidade de licenciamento ambiental e relatou, entre outras, a Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo, a primeira grande lei municipal que cuidou efetivamente de disciplinar o crescimento desordenado de Belo Horizonte.
Reeleito vereador em 1996, foi eleito presidente da Câmara para o biênio 1997/98. Dedicou sua gestão à promoção de uma ampla reforma administrativa, que enxugou o número de cargos de recrutamento amplo, suprimiu a oferta de veículos oficiais aos Vereadores e estabeleceu limites para as despesas nos gabinetes.
Vigorosa atuação como Secretário de Estado
Eleito deputado estadual em 1998, Sávio licenciou-se da Assembleia logo após ter tomado posse para assumir, a convite do Governador Itamar Franco, o cargo de secretário de Estado de Recursos Humanos e Administração.
No exercício desse cargo, sucedido pelo de secretário de Estado de Planejamento, Sávio pôs em curso uma reforma administrativa que recadastrou e revitalizou o uso dos imóveis do Estado, leiloou veículos oficiais e deu os primeiros passos para a recuperação da qualidade dos serviços públicos e para a valorização dos servidores, com a oferta de oportunidades de reciclagem, aperfeiçoamento e progressão. Mantendo franca interlocução com os servidores, suas associações e sindicatos, obteve clima de cooperação tal que nenhuma greve ocorreu durante todo o período.
Primeiros trabalhos na Assembleia
De retorno à Assembleia em 2000, Sávio ocupou o cargo de Líder do Governo, cumprindo missão específica de que fora incumbido pelo Governador Itamar Franco. Paralelamente, deu início a vigoroso trabalho na Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais, apresentando vários projetos de lei, entre eles o que deu origem à Lei n° 13.766/2000, que prevê incentivos para os municípios que investirem em coleta seletiva de lixo.
Servindo-se de sua experiência como professor e como gestor de recursos humanos e de planejamento, incluiu também entre seus temas preferenciais os procedimentos de administração pública, os servidores e o serviço público, o magistério e, ainda, os aposentados, os idosos, a geração de emprego e renda.
Segundo e terceiro mandatos na Assembleia
Em 2002, já filiado ao PMDB, 43.500 votos garantiram-lhe o segundo mandato como deputado estadual, exercido a partir de 2005. Mais de 50.000 votos deram-lhe em 2006 o terceiro mandato (2007/2010). No biênio 2007/2008, Sávio foi eleito presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais (veja neste site página sobre Mandato 2007/2010). Com a cisão da mencionada Comissão no final de 2008, Sávio exerceu no biênio seguinte (2009/2010) a presidência da Comissão de Minas e Energia e a vice-presidência da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (veja Mandato 2007/2010).
Uma voz a serviço da ética na política e da democracia
A descrição do trabalho de Sávio não se completa sem a referência a seu olhar observador sobre a cena política, principalmente em seu Estado. Percebendo que foi construída uma sistemática blindagem publicitária em torno do governo de Minas desde 2003, Sávio tem sido insistentemente presente na denúncia da distância existente entre a Minas real e a Minas do marketing, a primeira com problemas inúmeros a resolver, a segunda apresentada como a nova expressão do paraíso.
No Mandato 2007/2008, Sávio registrou a ocorrência da morte do debate político num Estado de tradição incisivamente libertária, com a mão ditatorial do Executivo definindo a agenda da própria Assembleia, a submissão dos deputados estaduais e o adormecimento da consciência mineira, rendida à unanimidade. Em mais de um pronunciamento na tribuna da Assembleia, em mais de um artigo encaminhado aos jornais para publicação, em mais de um texto de Opinião dado a conhecer, Sávio alertou para o prejuízo causado à democracia e à liberdade pela blindagem publicitária em torno do Executivo.
No mandato atual, Sávio passou a integrar o bloco Minas sem Censura. Continua reiterando que "mais eficaz que a dos canhões da ditadura é a ditadura do marketing", que ganha para o Executivo uma falsa legitimidade, em nome da qual editam-se desnecessariamente leis delegadas, impedem-se investigações, dispensa-se o contraditório e empreendem-se esforços vigorosos para manter inalterada a alienadora face da unanimidade.